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A Presença dos Pais na Intervenção


De que forma é que a presença dos pais na sessão influencia os resultados obtidos?


Após a leitura de vários artigos e a junção de várias opiniões profissionais, cheguei à conclusão de que este não é um assunto a preto e branco. Não é um tema com uma fórmula igual para todas as crianças nem para todos os pais.


Grande parte da literatura defende que a presença dos pais na intervenção é positiva porque estes ganham sensibilidade a reconhecer sinais e adquirem estratégias para promover o desenvolvimento cognitivo e sócio-emocional. Para além disso, ajuda


também aos pais a perceberem o que a criança precisa por parte deles.


“Os pais sentem-se envolvidos, motivados, fazem questões e aplicam em casa” (@diariodeumapsicomotricista)


“Devemos contar aos pais o que fizemos e qual o desempenho da criança. Estes devem agir como mediadores/ co-terapeutas e não como elementos ditadores na sessão”. (@psicomotricistavanessaestevão)



Quando os pais assistem e participam nas sessões, a criança percebe que é importante para a família e há o fortalecimento da aliança entre criança-pais. Tal, promove a comunicação e compreensão entre membros da família.


Segundo a literatura, a presença dos pais leva a uma maior adesão da criança porque esta sente que está presente num ambiente de confiança e segurança.


“ A minha intervenção é feita em meio aquático e por isso, nas primeiras sessões a presença dos pais facilita na transição terra-água pela segurança que eles transmitem. Há situações em que os próprios pais dão sugestões de como lidar com a criança”. (@natacao_especial)


Porque é que há tantos pontos positivos na literatura quando os terapeutas sentem o seguinte:


“É bom ter os pais presentes e mostrar o intuito da sessão, mas prefiro trabalhar sozinha. Tenho de relembrar constantemente os pais que não é tempo de “conversa de café”, mas sim tempo dos seus filhos”. (@psicomotricitanto)


O que pode significar “cura” / progresso também pode ser uma obstrução à evolução no processo terapêutico. Cada criança e cada pai é um caso!


Como @psmandreiacouto indica “Pela minha experiência, não corre bem ter pais presentes visto que as crianças abusam e os pais acabam por opinar/responder alterando a disposição da criança. No en


tanto, considero importante estarem presentes pelos menos 1x para terem um papel ativo e verem no que estão a investir”.


“Os pais têm de perceber que são os filhos que têm de fazer a atividade e que não há mal de errarem, isso não vai fazer deles pior pais”. (@psicomotricitando)

“O maior desafio é perder um pouco a “autoridade” com a presença dos pais” (@diariodeumapsicomotricista)


Concluindo, é sempre importante os pais assistirem/participarem numa sessão para serem informados sobre o que estamos a trabalhar. A futura presença dos pais vai depender se houve um impacto positivo na criança ou não.


Alguma dúvida podem perguntar via e-mail ou instagram @intervir.mais.materiais 😊

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