Musicoterapia
- Intervir +

- 21 de jun. de 2020
- 3 min de leitura

A música é um fenómeno que está presente em todas as culturas conhecidas e tem sido utilizada desde entretenimento, acalmar crianças agitadas, aliciar emoções, favorecer a coesão social, expressar consciência social e crenças religiosas, entre várias outras funções.
Desde as primeiras semanas de vida que os bebés apresentam várias habilidades musicais, tais como: perceção de alturas e padrões rítmicos, localização da fonte sonora, correspondência entre som e movimento, entre outros.
Nas últimas décadas, muitos estudos em neurociências têm demonstrado que tanto a música instrumental como as canções, consistem em excelentes elementos para estudo das emoções, uma vez que não só são capazes de aliciar respostas com valência positiva e negativa, mas, também e principalmente, por estas respostas serem consistentes mesmo em indivíduos de culturas diferentes.
A música não somente pode aliciar emoções, mas também mobilizar processos cognitivos complexos como a atenção dividida e sustentada, memória, controlo de impulso, planeamento, execução e controlo de ações motoras, entre outros. Apesar de muitos estudos utilizarem apenas a audição musical para compreensão do processamento emocional de estímulos musicais, são nas experiências musicais ativas (quando a pessoa toca um instrumento musical, canta, compõe, e improvisa), que se observam mais facilmente a presença destes processos cognitivos complexos e o desenvolvimento de habilidades.
Musicoterapia
“A Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, com um paciente ou grupo, num processo sistematizado de forma a facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e organização de processos psíquicos e outros objetivos terapêuticos relevantes, de forma a que recupere as suas funções, desenvolva o seu potencial e adquira melhor qualidade de vida.” (Federação Mundial de Musicoterapia (WFMT)).
Na Musicoterapia, o paciente vivencia a música de forma ativa através de atividades de audição, performance, composição e improvisação musicais sendo que a seleção destas atividades é determinada pela necessidade clínica do paciente bem como pelas suas habilidades desenvolvidas e potenciais, gostos, histórico e ideias sobre a música, conjugados com a abordagem teórica e metodologia clínica adotadas pelo terapeuta.
O processo clínico musicoterapêutico favorece a motivação, as habilidades de comunicação e de interação social, além de sustentar e desenvolver a atenção. A previsibilidade da estrutura musical auxilia a interação recíproca, a tolerância e a flexibilidade, promovendo um relacionamento interpessoal apropriado e significativo.
Benefícios da Musicoterapia
Estudos recentes têm comprovado a eficácia do processo clínico musicoterapêutico e do uso da música com pessoas com necessidades educativas especiais. Nomeadamente em pacientes com TEA (Transtorno Espetro Autismo), foram observadas melhorias a nível da comunicação e interação social.
Através da musicoterapia, o paciente está predisposto a desenvolver a criatividade, a fantasia e a improvisação, assim como a espontaneidade de pensamento e a ação. O próprio ritmo e movimento, levam a uma melhoria a nível da motricidade global. Para além disto, o paciente também adquire competências a nível emocional e social, promovendo a abertura de canais de comunicação.
WHIPPLE (2012) realizou uma meta-análise de artigos sobre intervenções clínicas musicoterapêuticas individuais ou grupais com crianças com TEA (até cinco anos de idade). Verificou que a maioria destes estudos se focavam no aumento de habilidades comunicativas, relação interpessoal, autocuidados e lazer, sendo a diminuição de comportamentos considerados inadequados consequência do desenvolvimento geral das restantes habilidades.
___________________________________________ Pessoalmente, sempre utilizei a música nas minhas sessões, independentemente das idades.
Mas, só me apercebi verdadeiramente do impacto que esta tem, quando comecei a trabalhar com idosos. Depois de me aperceber do impacto que a música tinha nas pessoas, interessei-me cada vez mais por pesquisar informações com base científica sobre este assunto.
Assim, aproveitei o Dia Europeu da Música para partilhar com vocês um pouco sobre o que pesquisei. Caso seja do vosso interesse, também posso enviar um artigo que encontrei sobre a Musicoterapia nos idosos (basta irem ao separador “sobre” e enviarem mensagem).
E ainda, pelo valor simbólico de 1€ podem encomendar o “E-Book: Música” que contém 10 atividades com música que podem ser adaptadas a várias populações. Inclui atividades que trabalham fatores tais como: EET, Noção do corpo, Praxia global, entre outros.
Caso estejam interessados, podem clicar no separador “sobre” e enviar mensagem. Podem também enviar diretamente mensagem para o e-mail (intervir.mais.materiais@gmail.com) / Facebook (Intervir Mais) / Instagram (@intervir.mais).
Deixo também aqui alguns links que podem ser úteis:
- Associação Portuguesa Musicoterapia
- Cursos/ Mestrados Musicoterapia:
Espero que tenham gostado e adoraria receber o vosso feedaback!
Gostava que também partilhassem se utilizam música nas vossas sessões e se sentem algum tipo de impacto nos vossos utentes!






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